LogoChef apresenta novo modelo de prestação de serviços para microempreendedores

Entre os designers, a discussão suscitada após a exibição da matéria do canal GloboNews sobre o modelo de trabalho da empresa We do Logos já demonstrava claros sinais de esgotamento, tantas foram as manifestações (na sua grande maioria, de repúdio e contrariedade).

A matéria sugere que a empresa “We Do Logos” inverteu o caminho normal no processo de criação. Basicamente, a We Do Logos é um site em que uma empresa qualquer, define um valor da campanha (por exemplo, a que estava no único link acessível era para o próprio website e o valor do prêmio era de R$1.400,00) e os usuários cadastrados enviam suas contribuições para a empresa, sem saber se o seu logo vai ser aprovado ou não. E correndo até o risco do projeto ser reutilizado por algum espertinho futuramente. Ou seja, é um site de disputas e o melhor (nem sempre) ganha.

O descuido que a GloboNews teve ao tratar do assunto, basicamente se mostra em em vender todo esse processo como uma ideia sem riscos, sem erros. Era de se esperar que um grande veículo de comunicação ouvisse os dois lados da moeda. Mas acaba tratando um assunto que envolve milhares de profissionais, que tentam ganhar a vida de maneira honesta, como venda de saco de feijão. E por fim, sobram os dois grandes prejudicados no processo. O cliente, que com certeza será levado a acreditar que fez um ótimo negócio, que tem nas mãos algo de valor. E a classe dos designers como um todo, que ou é vista como um bando de exploradores, que cobra os olhos da cara por trabalho que poderia ser feito por 200 pila, ou como um grande bando de mortos de fome, que aceitarão trabalhar por qualquer migalha.

Well… sites com propostas similares já existem em termos internacionais (vide o exemplo http://buildabrand.com/, um serviço que ainda está em fase de desenvolvimento que promete a criação e desenvolvimento de uma identidade visual coorporativa em apenas alguns cliques), mas a ´concorrência de risco´ proposta pela We do Logos, inédita no Brasil, desatou ampla discussão a respeito da prática da empresa e o impacto negativo no mercado de criação.

Nesta última quarta-feira, dia 23, a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios reativou o tema, ao publicar matéria sobre o LogoChef, uma inovadora agência de design gráfico 100% online, que apresenta um modelo de trabalho que oferece serviços de design de qualidade, a preços tabelados, voltado para um público que carece deste serviço: micro e pequenas empresas.

Veja a matéria em: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI220427-17180,00.html

O modelo do LogoChef é diferente, mais focado, mais cuidadoso (um bom exemplo disso é o detalhamento do processo de briefing inicial para o start de um projeto) e tem a preocupação de remunerar todos os designers selecionados e envolvidos no desenvolvimento de um projeto. Criada pelo designer Dan Strougo e o publicitário Davi Goldwasser, traz um modelo voltado para facilitar a vida do microempreendedor.

O próprio Dan se antecipa em explicas o modelo, considerando a inflamada e veloz reação dos designers na web sobre a matéria da GloboNews, referente aos leilões de projetos de logotipos e outras peças gráficas, em território virtual brasileiro:

Nós do LogoChef enxergamos a oportunidade e a necessidade de manifestar através desta carta nossas crenças e valores para que o Mercado, os designers brasileiros e interessados no tema design possam enriquecer sua opinião sobre a discussão.

O LogoChef é uma agência de design gráfico online, que oferece projetos com custo acessível para pequenos empreendedores brasileiros poderem se diferenciar e crescer através do cuidado com sua imagem institucional. Todo o nosso esforço gira em torno da criação de um processo que equilibre duas intenções muito claras para o nosso grupo:

A primeira delas é incluir os pequenos negócios brasileiros no ‘hall’ das empresas cuja identidade são construidas e mantidas por designers profissionais.

Destacamos as três barreiras mais difíceis de transpor para concretizar a inclusão destes microempreendedores no processo de design. São elas:

Preço: Deve ser barato para caber no orçamento.

Prazo: Não pode ser um processo longo e demorado.

Informação: Este empresário não é versado em design e tem acesso quase nulo à boas empresas e profissionais do design. Ele deve se sentir seguro ao longo de todo o processo.

A segunda intenção é incrementar o salário e a formação de designers profissionais, sejam estes baixarelados ou tecnólogos em Design Gráfico.

O equilíbrio que buscamos é desafiador pois como o preço final dos projetos deve ser baixo e os designers justamente remunerados, o processo de design fica mais enxuto e o tempo de maturação dos projetos menor. Como mantemos a qualidade dos nossos projetos neste cenário:

Nossa rede de designers é fechada. Apenas os designers que passam pelos nossos rigorosos critérios de qualidade são convidados a participar da rede.

Nossos designers também concorrem entre si, mas sempre ganham por participar das concorrências, mesmo se o cliente não os tenham escolhido.

Todos os conceitos gerados, seja para um logo ou qualquer outro material é filtrado pela equipe interna do LogoChef, que pede as suas revisões internas antes de submeter qualquer imagem ao cliente.

Fornecemos aos designers manuais, guias, gabaritos e referências que reduz a chance de erro e reduz o trabalho com elementos que não diretamente ligados ao trabalho que estão realizando.

Atendemos e acompanhamos nossos clientes do momento da compra à pesquisa de satisfação, colocando o nome do LogoChef a frente da equipe ao invés de colocar o designer na dificil posição de atender o cliente que o escolheu.

Instruimos nossos clientes sobre questões de direito de propriedade intelectual.

Apoiamos a decisão do cliente na escolha dos conceitos mais adequados para a empresa que querem criar.

O LogoChef sonha em ajudar o maior número destes pequeninos, porém gigantes para seus donos, empreedimentos brasileiros, apresentando uma solução em design gráfico que cabe no bolso da empresa, oferece qualidade e permitirá que a empresa se desenvolva.

Uma vez este microempresário crescendo e vendendo mais impulsionado pelo design, ele estará mais capacitado em termos financeiros e de conhecimento para contratar projetos mais pessoais, caros, através de agências que trabalharão nos moldes tradicionais, com acompanhamento presencial e tudo que este cliente tem direito.

Em resumo, o que o LogoChef pretende fazer para a comunidade do design é ampliar significativamente a base de empresas que contratam design e permitir a médio prazo que todos ganhem através destas conquista.

A acalorada discussão que está presente hoje na rede é um sinal, acima de tudo, de união. O LogoChef valoriza essa discussão, se coloca à disposição para colaborar com as melhores práticas da profissão e conclama adeptos para que se trabalhem os pequenos negócios para que estes aumentem o ‘bolo’ de empresas que contratam design no futuro. Que todos participem do processo de inclusão do design que trará identidade para todas as empresas.”

A questão levantada por Dan ao fim de seu texto representa não apenas o cuidado pessoal que ele e seu sócio Davi tiveram na criação do modelo de negócios, como revela a preocuação pela discussão de sua própria classe. Acima de tudo, e de toda essa saudável discussão, estamos sendo apresentados a novas formas de atuação e adaptação a uma economia em constante e cada vez mais globalizada e acelerada transformação, e faz-se necessário – e urgente -  a observação e criação de novos mecanismos que resistam a essas mudanças, sem abrir mão da qualidade e comprometimento necessários para a plena criação e desenvolvimento de um projeto.

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Trackbacks/Pingbacks

  1. Anthony - 29. jul, 2014

    [email protected]” rel=”nofollow”>.…

    thank you!…

  2. Ryan - 23. ago, 2014

    [email protected]” rel=”nofollow”>.…

    сэнкс за инфу!!…